segunda-feira, 11 de abril de 2011

OS PINGOS NOS IS

Por um instante, abracemos a lucidez e nos postemos perante às vozes que ecoam vindas de diversas origens. Há uma enxurrada. Grupos de todas as linhagens, associados ao instante evolutivo da Terra, expressam sua espiritualidade através de incorporações, canalizações, manifestações que dão voz a um sem números de seres de outras dimensões, outras galáxias, outras...
Todos postulam saberem das condições e potenciais do primitivo ser humano e põem-se a orientá-lo para que se prepare, para que se sincronizem, para que entendam quem realmente são, a fim de assumirem sua condição de seres iluminados, de anjos, de...
Sabemos, até onde pudemos investigar, que o ser humano sempre foi dado a representações. É a forma que escolhemos para representar o invisível e aproximá-lo o mais possível da realidade. Querendo torná-lo palpável, apreensível à terceira dimensão.
O pânico e desespero perante nossa ignorância do desconhecido, levou-nos a criar uma infinidade de religiões, filosofias e ideologias. Ainda precisamos fervorosamente de um Pai, de um líder, de um governante, de um guia que tenha as rédeas e norteie nossa conduta. Que apazigue com a proteção. Que nos dê a mão e nos leve a navegar na solidão desse Universo frio e caótico. Um pai xamânico, um pai cristão, um pai zen. Alguém que nos faça ter sentido. Que reúna os mandamentos, que nos oriente e diga a direção a tomar.
Apesar disso, permanecemos desorientados. Tantas vozes e nada ecoa. Tantas verdades, que nos sentimos partidos. Tanto, que elegemos algo que mora no etéreo e simboliza a união de tudo que supomos elevado. Supomos que em algum lugar lá fora, mora o paraíso.
É importante ressaltar o verbo “supor”. Da Bíblia ao Alcorão, do oriental ao ocidental, por mais fieis que tenham sido aqueles que transcreveram os livros sagrados, nada foi além da suposição.
Supomos que Deus existe, supomos que existem anjos e seres iluminados que escolheram tutorar ou adotar o ser humano. Supomos que existem seres em outros planetas. Tudo que tange o espiritual vaga na esfera da suposição. Mesmo alguém que incorpora ou canaliza uma entidade está preso à dimensão de sua memória e do seu sentir – um violão só sabe violar. O sentir é uma propriedade dos receptores corporais, já o sentimento ou a expressão do sentir é uma suposição mimética moldada pelas informações culturais do indivíduo. Ele só consegue expressar aquilo que conheceu. Se ele, em um transe, ouve uma voz que lhe fala na mente, certamente ele não dirá que foi Mashibitupara da dimensão Cromera, mas dirá que foi Deus, Oxalá, Kryon, Arcanjo Miguel ou uma infinidade de outros seres que fazem parte de nosso inconsciente coletivo.
Se esses incorporadores ou canalizadores disserem que estão acessando a memória do registro akáshico do planeta e estão trazendo, através de si, uma consciência, isso não terá o menor valor: as pessoas o olharão como se estivessem olhando a um louco. Se, por outro lado, eles demostrarem que estão incorporando Exu ou canalizando o Arcanjo Miguel, aí a coisa muda de figura. Algo no inconsciente das pessoas faz brilhar uma luzinha e aquela representação ganha sentido, ganha respeito. É verossímil às expectativas memoriais. Acreditamos mais no Arcanjo Miguel do que no Seu Miguel que mora na esquina. Seu Miguel é um de nós, limitado como nós, cheio de problemas como nós. O que pode saber o seu Miguel? Ao fechar os olhos, porém, seu Miguel se deixa levar por umas tremelicações e seu timbre de voz ganha outros contornos. Pode ter certeza, o Arcanjo Miguel tomou posse daquele corpo e o está utilizando para trazer mensagens importantes para os seres humanos, para seus filhos. Nós nos postamos humildes e receptivos, devotos e admirados por termos alguém tão elevado que, apesar de nossos descaminhos, ainda nos orienta, nos perdoa e é capaz de dizer que somos seres iluminados. Seu Miguel deixou de ser da esquina e passou a ser o Miguel que nos traz a voz do Arcanjo.
Não é de estranhar que possam chamar essa dissertação de cética, fruto de alguém que não possui fé, de um ateu. Trata-se, contudo, justamente do oposto: é a fé que desenha estas linhas.
Aqui, porém, não se trata de uma canalização e não há nenhum ser soprando no meu ouvido estas palavras, mesmo porque sou totalmente materialista, no sentido lato da palavra. Mas também não é um saber meu, eu não o possuo, egoicamente falando, mas o saber que flutua ao nosso redor e no meu ser e vibram na ponta dos meus dedos. Não posso dizer que sei como isso se dá, só ajo e singro.
O infinito espírito da consciência cósmica, veja bem, aqui não falei Dele, de um Sujeito cósmico, mas de uma consciência que se criou através das experiências e que mantém um constante feedback com a criatura para poder atualizá-la nos processos evolutivos. Esse espírito de consciência encontra infindáveis vias para chegar até nós e se utiliza dos códigos a que estamos familiarizados para que possamos ouvir com a menor quantidade de defesas possíveis. Uns se sentem mais familiarizados com Saint Germain, outros com Preto Velho, mas o que importa é o que a consciência nos retorna. São bocas diferentes, mas a mesma voz. A voz de tudo que já foi criado e nos alimenta com seu saber.
Isso me possibilita antever que o humano materialista, por mais religioso ou esotérico que seja, está se preparando para o processo de espiritualização, ou seja, está ascendendo a um estágio mais sutil de sua condição: seu corpo fluido de líquidos, composto pelos quatro elementos, está evoluindo. Nós, dessa época, temos a graça de presenciar essa transição.
Quero chamar a atenção, todavia, que enquanto vagamos pela transferência da representação damos oportunidade para que forças desagregadoras ganhem espaço. Veja bem, não rotulo de positivo, nem de negativo, apenas que existem forças no Universo que são agregadoras e forças que são desagregadoras. Há a fusão que dá origem ao Sol e a fissão que dá origem a bomba atômica. Ambos são explosão, só que um se alimenta de si e o outro destrói e deixa estéril. Não há nem mal nem bem nisso, só que não é de nossa natureza querermos nos extinguir.
Como existem pessoas bem estruturadas em seu ego, que são amáveis, compassivas e estão disponíveis a servir a um bem maior, também existem outras que possuem o ego ainda carente, necessitados de reconhecimento, gananciosos e sedentos de poder. Os primeiros agregam os outros desagregam, faz parte de seu propósito dividir para dominar. Sendo a representação uma transferência que delega àquele ator a posse da “verdade” e sendo ele alguém que está focado em interesses próprios ou de um grupo, estará em sua natureza gerar leis, regras ou degraus de iniciação para manter o controle e a posse da vontade alheia.
Tanto a força agregadora como a desagregadora sempre existiram e sempre existirão, e volto a dizer que não há nem mal, nem bem em nenhuma delas. É a realidade do Universo. Mas pensando nos degraus que viemos alcançando e naquele que por hora estamos prestes a galgar, vem ao meu ser a possibilidade de diferenciar o joio do trigo, não por hierarquia, mas por propósito. E essa diferenciação deixará, a olhos vistos, a que senhor cada um serve.
Todos nós somos capazes de tudo, mas cada um possui um dom, uma aptidão. Todo mundo pega uma bola e sai jogando por aí, mas alguns fazem disso uma arte, aprimoram e encantam. Como somos dados à representação, fazemos deles, ídolos. Todos nós temos capacidade sensitiva, mediúnica. Ao silenciarmos podemos perscrutar o invisível, mesmo porque somos feito dele. Alguns, entretanto, têm uma frequência tão maleável que podem vibrar em outras dimensões e acessar a frequência dessa bruma energética que nos envolve. Como somos dados à representação, chamamos estes de médiuns, canalizadores, que acabam como gurus, só pelo fato de serem mensageiros.
A esta bruma energética mencionada, convencionamos chamar: mundo dos espíritos. Lá está o arquivo de tudo que já foi criado, tudo que inventamos e o infinito que podemos inventar e criar. Não é só um arquivo, é uma inteligência a que convencionamos chamar: Deus. A isso reconhecemos como sagrado - os princípios essenciais que nos mantêm existindo.
A espiritualidade, nesse ponto, roga para deixar de ser cativa das religiões, grupos filosóficos ou esotéricos e assumir-se como viveiro dos sentidos. Uma encubadora para aqueles que percebem ter chegado a hora de ascenderem em suas vibrações e estarem em comunhão com o espírito que os incita à luzir. Daqueles que se aceitam parte e que participam. Nesse processo de espiritualização, os mais sensitivos estarão em par, desprovidos de qualquer representação, compartilhando suas experiências, auxiliando para que todos possam estar afinados na mesma linguagem, na mesma frequência. Aqui está o diferencial: o exercício de sermos todos um.
Este momento é oportuno para que escolhamos se vamos assumir a magnitude de nossa existência; ou se vamos optar pela sedução das ilusões. Em que lugar estaremos mais átipos para sentirmos a hora em que tudo irá mudar? Estaremos olhando para o próprio umbigo, o trem irá passar e seremos atropelados, sem sequer poder anotar a placa?
Quando esta vasta bibliografia, mídia e filmes falam dos escolhidos acentuam a ideia daqueles que serão colhidos. Lá fora existe um ser ou seres, que na hora devida, virão para recolher os eleitos. Não sabemos dos critérios deles. Nesse espaço vazio, as religiões, filosofias e corporações determinam as regras de comportamento. O que sabem religiões, filosofias e corporações do invisível senão suposições? As religiões, no máximo, são mensageiras e fazem uma representação do invisível e chamam-no: a voz de Deus. Arrogam-se a posição de pontífices – aqueles que fazem a ponte entre o sagrado e o mundano. A consciência, todavia, evoluiu, e hoje sabemos que o sagrado mora em cada átomo e em cada vazio de tudo que há. Somos tão sagrados como os seres que vagueiam pelas esferas etéreas.
Conscientes dessa nova dimensão, podemos dar um outro sentido ao significante “escolhidos”: aqueles que sabem colher. Colher o sutil, o amoroso. Colher da convivência sem disputa. Colher da dor a aprendizagem, da queda o impulso para subir. Colher desapego. Olhar cada ser que se debate em inconsciências, colher compaixão e alimentá-lo com amor. Quem colhe se abre para os ciclos. Sabe que existe a hora de arar, de jogar as sementes, de regar, aguardar, aguardar, aguardar. Proteger dos insetos e das ervas daninhas, aguardar, aguardar, aguardar. Esperar que o fruto se assanhe e aguardar, aguardar, aguardar até que esteja maduro, pronto para doar-se em sabor e prenhe da semente de uma nova era.
Quem colhe interage com o todo, sente-se parte, vibra junto.
Pra vibrar junto, não pode estar separado, é claro, mas existem muitas formas de estar junto e de estar separado. Aqui, o essencial, é não distinguir eles de nós, mas vivermos a clareza de que eles somos nós. Juntos. Arando, semeando, aguando, aguardando e sorvendo o fruto. Frequências da mesma inteligência. E que podem alçar de um estado a outro, do sólido ao sutil. Do repouso à criação. Do que sente ao que emana.
É hora de começarmos nossa conversa de seres espirituais sem representantes ou representações. O presente, um presente em ação. Sem ninguém que intermedeiem nossas emoções e ideias com o invisível. Cada um, um cristal que brilha na sua cor e faz parte do brilho de todos. Um aglomerado de ossos e carne, que alinhado, em crístico cristal se realiza.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

COMO SER A EXPRESSÃO AUTÊNTICA DA ALMA?

 Com desfaçatez, colocando os pingos nos is dos medos; sujeitando-nos ao arbítrio das aventuras; incansáveis apuradores de nós mesmos, seguindo cada pista com a lupa do coração e do perdão. Um alpinista que vê, em cada reentrância, a oportunidade de escalar mais alto.
Somos dignos de nós mesmos por estarmos aqui, sorvendo deste ar que sustenta a leveza da alma. Somos o resultado da soma de muitas equações. Somos o tempo ao nascer e ao morrer das células. Somos o limite do Ilimitado. Somos a substância que ousa ser transcendência.
Há muito, recebemos a herança da temeridade do existir que transforma nossa voz interior em inimigo, ao invés de consorte. Olhamos para nosso corpo e o vemos como peso, ao invés de deidade. Navegamos nossas emoções como se estivéssemos em mar revolto, ao invés de mar bravio que nos convide às instâncias do gozo.
Por onde andará nossa inspiração audaz de atravessar um pântano só por saber que, em seu antro, baila ao vento uma bela flor? Qual de nós atirará a primeira pedra se nossos dramas estão inscritos no mesmo livro? Quais crimes podem aterrorizar tanto nossos sonhos que nos obriguem a criar leis que nos cerceiam ou qualquer moral que nos confinem na forma do previsível?
No pânico de sermos diferentes e sermos rejeitados pela sociedade em que vivemos, subjaz a necessidade da moda, do sentir-se pertencente, ser aceito. Viver proscrito, à margem do olhar da conformidade, instiga-nos a confinarmo-nos nas aparências. Ficamos tanto tempo lutando para pertencer que nossa alma é empurrada para os confins da caverna do inconsciente, a ponto de não sabermos o que é de nós na vida, quais os nossos mais primitivos anseios, quais nossos dons. Nossos desejos flutuam na superfície de nossa condescendência com o estabelecido. Mergulhar no íntimo seria transformar o desejo, que é volátil, em propósito, que é candente. Nós nos responsabilizamos por nossas escolhas. Desacostumamo-nos de ser chama. Alguns chegam a ser brasa, mas o comum é ser morno.
Apesar de na caverna estar, nossa alma não perde o ímpeto de subir. Luta incessantemente para ser ouvida. Coloca pistas à nossa volta. Enche de migalhas de pão o caminho para que sempre possamos voltar. Ela sabe que é de nossa escolha perdermo-nos. É direito nosso tentarmos atalhos, arriscarmo-nos em desvios. Afinal, temos todo direito do mundo, enquanto o mundo é mundo e podemos nos reeditar em encarnações infindas. A vida não passa, nós é que passamos por ela. A vida está aí, sem propósito algum. É só uma possibilidade.
O monstro da insanidade, da loucura, da inadequação, do perder-se da insensatez coletiva, porém, cúmplice em sua agonia, atemoriza-nos. Estar só anuncia que podemos contar apenas com o que não sabemos em nós; que não temos respostas às perguntas que mal sabemos enunciar. É como se não soubéssemos nadar, caíssemos em um lago raso cuja profundidade chega ao pescoço, mas que, horrorizados por nossa impossibilidade, debatemo-nos desesperadamente, sem percebermos que o fundo está próximo. Tudo que precisamos é relaxar, e o fundo se mostrará firme; ou, para os mais ousados, flutuar, sem se preocupar com a existência de um fundo.
Nós somos uma imanência da vida neste planeta. Possuímos em nossos compostos tudo que foi composto pela natureza. Cada um é uma entidade cíclica e singela em consonância com o organismo que nos inventa, a Terra. Tudo que nasce nela é só, porque possui tudo que necessita para existir e, em sendo pleno de tudo, pode permitir-se estar em conjunto. Estar com, junto não é a regra, é mais uma possibilidade de fazer da relação um avanço com as experiências.
Para estar em sincronia com a alma, desvencilhamo-nos do lixo do “tenho que”, do “e se”, do “acho” e do “será que consigo?”. Cada um está onde deve estar: na realidade necessária que comporá seus desafios no caminho do ultrapassar-se. Nada é mais pesado do que podemos suportar. Nada é tão longo que não seja alcançado por pequenos passos. Nada é tão obscuro que não possa ser iluminado pela presença amorosa.
É fácil? Não, não é. É trabalhoso, mas não precisa ser sofrido. É demorado? Sim, pode ser, depende de nossas resistências, nossos orgulhos e do quanto nos permitimos anárquicos diante do estabelecido. É revigorante? Sim, pois trata-se de nossa liberdade. E liberdade é sinônimo de sem fronteiras para o infinito.  

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A NOVA ENERGIA SOLICITA O NOVO TUDO - Rosam Cardoso

Nas últimas quatro décadas, deparamo-nos com o afloramento de novos conceitos: nova energia, Eu Sou, Trabalhadores da Luz, sincronicidade e muitos outros que anunciam o início do despertar para novos paradigmas. Há, contudo, ainda, um vácuo entre o significado e o significante. É de nosso costume ficarmos fascinados por novidades e, quando estas anunciam uma possível mudança, todos começam a utilizar a nova linguagem como se ela trouxesse, em seu bojo, a capacidade de nos imprimir a transformação tão desejada que ela traduz. O significante sem a experiência fica oco de significado. Palavra vazia, não ecoa nas entranhas. Pende na beira da língua, pronta a lamber o ego.
Quando utilizamos a palavra “novo”, isso quer dizer "que apareceu pela primeira vez, que não tinha sido pensado ou concretizado, que só recentemente ganhou concretude”, e que não estamos familiarizados com seus aspectos mais essenciais. Tudo está por ser descoberto. Não adianta buscarmos referência no que foi feito ou nas atitudes passadas, porque lá estava o velho. Para ser o novo, preciso esquecer de mim. Estranhar-me porque, ao ser, surpreendo-me inédito.
Ao me deparar, por exemplo, com um sofrimento e permitindo-me experimentar o novo, esvazio-me de todas as culpas, justificativas, explicações, entendimentos, conclusões, projeções, mas não luto para livrar-me dele: do sofrimento. Há um jeito regozijante de atravessar a lama. A saber: a feliz possibilidade de superar-se; transformar o que antes era problema em desafio. Não que consigamos a superação sempre, mas a vida estará sempre disponível para que tentemos. A felicidade está em podermos nos colocar como observadores neutros das tramas que urdimos em conluio com aspectos que insistem em fomentar nossa baixa autoestima. Estar como observador não significa abrir mão da vivência do sentir; pelo contrário, ir nele até o bagaço sem, contudo, identificar-se, ser abduzido, perder-se, alienar-se a ponto de reduzir toda sua magnitude à parte que sofre. Enlamear-se do pé à cabeça e saber que basta por-se sob a cachoeira de suas possibilidades que logo a pele brilhará límpida, pronta a novas sensações e experiências.
Quando digo “Eu Sou”, desidentifico-me de tudo e de todos. Se há identificação, é velho. Quando Eu Sou, deixo de assistir ao rio que passa e sou em e com, até deixar de ser preposição e ser o próprio verbo: desaguar. É como se todo o Universo coubesse dentro dos limites de minha epiderme. É a magnitude cósmica do ponto que habita em tudo que movimenta. É deparar-se sem fronteiras, tingido pelas cores de tudo que vibra. Não ter espécie, não ter etnia, não ter gênero. Desconstruir hierarquias. Não precisa de que, não tem que, não é só se, não deve para que, não é se só for de um tal jeito. Se houver condicionante, pertence ao velho. Como será viver descongestionado de tantos nãos? Como será apalpar a própria angústia e desprovê-la de importância? Será que conseguiremos chegar à gloria de compreender que, absolutamente, nada importa? De que não há compromisso com Deus, com a vida, com a natureza, com a ética e com a moral? Se há, é velho! A ética, a moral e Deus também são condicionantes. Não existem em essência. São fabricações artificiais de nossa razão.
Quando me debruço ao pé de minhas inquietações, separo o que é experiência do que é tradução cultural. A tradução são todas as considerações que engendro a partir de minha ótica racional e que estão baseadas na cultura em que vivo. A experiência é a vivência em si, sem passado e sem futuro. Ela é indefinível. Nós agimos ou reagimos. Às vezes, o pensamento parece concomitante, mas há uma defasagem de milésimos de segundo. A própria lei da Física diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. Se estou cortando uma batata, e o meu pensamento está no que fiz pela manhã, meu ser está focado no que fiz pela manhã e o corte da batata é uma ação mecânica. Se meu ser está focado em cortar a batata, eu estarei agindo, e meu pensamento estará quieto, pois a experiência convoca todos os sentidos.
A experiência do Eu Sou leva por terra toda e qualquer explicação racional, construída no mundo velho do eu tenho, do eu quero, do eu preciso, do eu desejo. Não adianta apenas falar Eu Sou. É como se pronunciássemos palavras em aramaico e não soubéssemos o sentido que elas têm. Para conhecer uma língua é necessário estar inserido no contexto cultural. Conhecer o Eu Sou é se deixar ser convidado por toda desconstrução e desestruturação do estabelecido, para que, nus, sintamos na pele as novas texturas.
A nova energia sequer é nova. Falamos assim para distinguirmos a diferenciação entre dois paradigmas que lutam para sobreviver. Um que está moribundo, e o outro que está recém-nascido. E, em se tratando do processo histórico, podem-se levar décadas ou centenas de anos para se instaurar. Não é novo porque, dentro da semente, já está inscrito o projeto da árvore. Achamos que é novo porque ficamos desatentos, voltados para nossas autoconquistas e não nos percebemos árvore – o Eu Sou -, mas como uma consequência, como um galho que se arrisca distinto no ar. Olhamos para a árvore e, ainda, sentimo-nos diferenciados. Sentimo-nos separados dela só pelo fato de nos projetarmos numa dada direção e esquecemo-nos de que a base desse galho apoia-se no tronco e de que é de lá que vem tudo que somos.
O Eu Sou religa o galho à árvore e, com ela, relembramos o sentimento de sermos um. O um é abrir-se à realidade de sermos gota navegando no mar. Como gota, posso dar origem a novos mares, mas serei sempre mar onde quer que me espalhe.
Assim, a nova energia convida-nos a esquecer tudo que erguemos até aqui. Não é o “quê”, mas o “como”. Não significa jogar tudo fora, mas transformar o ponto de vista em relação a tudo. Sentirmo-nos em ressonância com o que há a nossa volta, desde a folha que cai ao broto que irrompe terra à fora. Não nos precipitarmos, supondo conhecer o significado só porque enunciamos o significante. Há um tempo para se digerir, tempo para assimilar, tempo para interagir. Nosso ego foi formado no velho. Ele sofre da doença do “eu tenho que”, da doença do “tenho que entender”. A base de sua formação é o medo, a falta, a sensação de incompletude. Por mais que achemos estar a par de tudo, é mister termos a humilde postura de que temos tudo a reinventar dentro de nós. A cada certeza que fizer barulho em nosso íntimo, levemos a mão ao coração, respiremos profundamente e deixemos passar como uma nuvem. Assistamos a tudo que nos acontece, desidentificado e prenhe de amor. Sem “sim”, sem “não”, sem positivo ou negativo, sem conclusões e deixando que a plenitude do vazio, aos poucos, tome conta. Quando aquela pessoa ou situação que irritam deixarem de provocar reação, quando a angústia da frustração de não ter conseguido aquilo que planejou não tiver mais importância, quando a vontade e o desejo não mais ecoarem, o Eu Sou sentará à soleira da porta, o eu sentar-se-á ao seu lado, e ambos contemplarão a criação. Numa fração de amor, o Eu do Eu Sou e o eu do ego se dissiparão no éter, e o brilho que contemplaremos no firmamento emanará: SOU.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

DEUS ESTÁ PRESTES A NASCER - Rosam Cardoso

Em certa época de nossa história, um pensador chamado Nietzsche denunciou de forma contundente: “Deus está morto”. As armas utilizadas foram a corrupção religiosa e o niilismo científico. De lá até aqui, o que fizemos foi enterrá-lo cada vez mais profundamente.
Sua percepção estava correta, podemos sentir o fedor da decomposição de Deus na prevalência dos princípios materialistas, na politização e ganância religiosa e na artificialidade consumista. São os restos mortais de um Deus que sucumbiu à moral e aos bons costumes; que se degenerou ao vento da malignidade corporativa e do poder alcançado pelo controle e manipulação da informação.
O mesmo filósofo afirma:”É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela”. Após cem anos de sua afirmação, o que podemos averiguar, senão, o caos? O caos dentro e fora. O caos na superficialidade das relações, na indiferença à pobreza, na depredação do planeta. O caos de quem se encontra sem sentido. Por mais que tentemos, é impossível calar a essência orgânica mesmo na sociedade que arquiteta a prevalência do artificial. Tanto o ser quanto uma estrela só existem porque o seu centro é um caos escaldante. É uma fornalha imprevisível. E, por não temer a imprevisibilidade, em algum momento, gera a vida consciente. Então, o caos é sinal de bons augúrios.
Quando estamos totalmente perdidos, estamos prestes a nos encontrar. A fumaça prenuncia a erupção; a nuvem densa prenuncia a tempestade; as ondas prenunciam a praia; a comoção prenuncia a lágrima. Não que seja inevitável, mas a possibilidade está latente. Podemos nos aniquilar, é claro. Podemos nos levar ao autômato robótico; à fecundação sem o afeto sexual; à Matrix. Tudo que este sistema maquina como ideal é lidar com máquinas. Esta é a aptidão do que vemos à nossa volta.
Deste caos, porém, emerge o organismo fiel à sua instância viva, que não cabe e não se contém nos limites da superficialidade e irrompe a se transbordar de espírito. Do espírito que o inspira a ser. Além das aparências.
Lá atrás, em nossa origem, precisávamos, por não compreender, erguer o indizível às alturas e divinizá-lo. Criar símbolos e forjar arquétipos que dessem conta da explicação do surgimento de tudo a nossa volta. Por questões de controle e poder, viemos manipulando e mantendo a distância entre o divino e o mundano. Estes dois sempre foram separados para que a dúvida, a insegurança e o medo cunhassem o ser humano moldável, suscetível aos propósitos alheios; contudo, a mesma faca que corta passa manteiga; a mesma boca que morde arrepia com beijos. É da natureza da natureza superar-se, mesmo em condições adversas. Mesmo que, levada pelo vento, a semente caia sobre a pedra e não exista ali um naco de terra e o sol inóspito a rasgue em gritos de rachadura. Num certo dia, a sombra virá trazida por nuvens perdidas, e a brisa se permitirá úmida. A semente, se não morta, guardará até o último suspiro seu ímpeto de propagar-se planta. Acariciada pela brisa, ela acende. Movida pela força que a sustenta, expande-se em raízes que a assentam para que, do seu centro, o caule se irradie na direção celeste da impermanência e, lá, invente flores.
Inóspito, também, tem sido nosso navegar pela história. História de guerras, sofrimento e desilusão. Nossas conquistas estão mais para o terreno árido da ciência e da tecnologia. A secura da morte de Deus rachou por completo nosso espírito mágico e nos legou a utopia mística que resseca a umidade do instinto. Por nossa natureza, ainda estamos vivos e, dentro, a semente grita.
No tempo de agora, por todos os lados, ouve-se o clamor daqueles cujo espíritos ultrapassam as fronteiras do estabelecido e assentam suas raízes para que, do coração, o caule do amor se irradie na direção celeste do autoconhecimento e, cá, crie-se luz. O planeta também chacoalha prenunciando-se em transição. Nós e ele partilhamos o despontar de uma nova era. É a simbiose entre criador e criatura.
Agora, contudo, nós não precisamos de um Deus arquetípico e místico que nos proteja, que nos acalante, que seja o criador dos destinos ou o juiz. Que seja o senhor onipotente e onipresente, responsável por toda a criação ou o benfeitor que arquiteta as provas pelas quais iremos passar para encontrar a iluminação. Não necessitamos de uma entidade que guarde todos os segredos, um alguém que molde todos os princípios. É hora de nos desvencilharmos de todos os patuás, santinhos, guias, cristais; de tudo aquilo em que depositamos externamente nossa força, crença e fé e que represente algo. Não precisamos mais de representações, mas de sermos presentes como fonte.
Deus foi a representação necessária que utilizamos; foi a projeção que fizemos para ocupar, na tela do cosmos, uma presença que nos desse a sensação de que estávamos sendo vistos e cuidados. Não é fácil se perceber no vazio e no escuro do Universo, completamente soltos, e não sentir medo, a mercê das intempéries que mal conhecemos. Somos como uma criança que acaba de nascer e cria seus amigos imaginários para se sentir acompanhada, querida e segura, enquanto está só.
Deus tem sido nosso amigo imaginário. Obrigado, Deus!
Estamos nos preparando para uma nova etapa. Estamos em transição, criando condições para a nossa iniciação. Cada um de nós está vivendo ritos de passagem. Está sendo convidado a cavucar sua terra e a prepará-la para novas sementes; limpar o lixo emocional e ter-se com humores límpidos; despoluir o ar dos pensamentos para dar lugar à brisa da imaginação pura; apaziguar a ansiedade em chama e transformar-se em fornalha que cria.
Assim tem sido nosso ritual de passagem, pelo menos para aqueles que estão ouvindo o chamado de sua essência enamorada, com a Terra e em sintonia com o grande espírito.
O grande espírito não necessita ser escrito em maiúsculas, porque é o acúmulo de todas as experiências do planeta, do cosmos e de todos os seres que o compõem sem espaço/tempo e que foi criado em si, consciência. Não é um ser, é a imanência de tudo que há.
Deus está prestes a nascer e brotará no ventre de cada um de nós.

A EVOLUÇÃO É TANTO DO HUMANO COMO DO VÍRUS - Rosam Cardoso

Abrir os olhos e enxergar tudo que se desenrola a nossa volta é mais que preciso, para que não nos iludamos com falsas promessas, com falsas crenças. Nossa sociedade borbulha a uma velocidade jamais vista na História. Neste ponto em que nos encontramos, a espiritualidade vem sendo dinamizada por várias correntes. Desde as religiosas, até as que anunciam não possuírem nenhum vínculo religioso e dialogam com a espiritualidade no âmbito das energias.
Tanto umas quanto as outras ainda são corrompidas pela força do ego e ainda comem na sua mão.
O tempo todo se fala em deixar o ego de lado, respeitando sua existência e função, priorizando o self, a alma, o espírito. Bem, isso é louvável, é magnífico. E creio ser esse o caminho. Devemos, contudo, atinar para o seguinte detalhe: assim como nossa necessidade de nos voltarmos para a alma evolui, também o ego evolui e se sofistica a ponto de crermos estarmos nos livrando do seu domínio.
Tenho presenciado constantemente um equívoco: todos, sejam de que corrente for, pregam o evangelho, a boa nova, o surgimento da nova energia. Descobrem caminhos e, imediatamente, saem espalhando pelo mundo, achando que todo mundo tem que conhecer a nova ferramenta. Criam centros, instituições, sites, legalizam técnicas, organizam procedimentos, buscam espalhar seus pontos de vista, disseminar pelo planeta formas novas de lidar e se relacionar com a espiritualidade. Logo, logo, há um afluxo de pessoas admiradas com os novos meios, novas possibilidades de se trabalhar, de se curar. E, de uma certa forma, entram na energia da veneração, crendo que a ferramenta é a solução ou, pelo menos, que cria a oportunidade de ultrapassar as dificuldades pelas quais passamos.
É exatamente nesse espaço da veneração e da necessidade de se pregar a boa nova que o ego faz o seu ninho. Claro que, para um olhar desavisado, parece que as pessoas envolvidas estão livrando-se da hegemonia do ego. São tão amorosas, compassivas, abertas, compreensivas, alegres. Não posso negar que são mesmo; entretanto, devo afirmar que estão presas a uma instância altamente sofisticada do ego. Digo isso porque têm a intenção de ajudar, levando a todos o conhecimento do que descobriram e trabalham para o reconhecimento, seja institucional ou de outrem. Precisam, levadas por uma força que as toma, salvar. Claro que existe toda uma filosofia de que ninguém pode ser ajudado; de que todos são responsáveis pelo que criaram e que cabe a cada um transmutar e crescer pelo seu próprio esforço. Tudo isso é verdade. É coerente com tudo que já descobrimos até aqui. Não há novidade, porém, porque alguém há 2400 anos atrás já havia dito “Conhece-te a ti mesmo”. O que fizemos até agora foi encontrar formas diferentes de dizer a mesma coisa.
É simples assim: “Conhece-te a ti mesmo”. Não importa se a forma que você encontrou é incrível, é inovadora, nunca foi experimentada por outro. Esta é a SUA forma. Não perca tempo se distraindo em espalhar o que você descobriu. Quando você se empenha em querer espalhar a novidade para que todo mundo possa aproveitá-la, você se desvia do CAMINHO. Desvia do caminho porque tem que dedicar muito tempo aos termos didáticos, na forma como deve passar os ensinamentos; preocupa-se com que os princípios não sejam confundidos ou corrompidos. Gasta tempo se ocupando com o outro. E, como sabemos, o outro não deve ser preocupação nossa. Isso é querer, em alguma instância do nosso ego, querer ajudar e, nesse meio tempo, você acha importante anunciar a todos que foi você (ego) que desenvolveu a técnica e descobriu esse jeito novo de lidar com a mesma coisa: “Conhece-te a ti mesmo”.
E lembre-se sempre: o desejo é um atributo do ego. Ele é ardilosamente sofisticado a ponto de gerar sensações, visualizações e supostas canalizações para fazê-lo crer que algo extracorpóreo está fazendo contato; ou aguçar suas percepções para que você apreenda e capture o campo de outra pessoa ou situação, instigando-lhe a supor-se especial, escolhido ou diferente; levá-lo a tomar atitudes de salvador, fazendo-o se comprometer com uma força maior e o estimulando a agir em prol da cura universal. O dom da sensitividade ou qualquer outro dom é, antes de tudo, um manancial adquirido pela alma ao longo de muitas vidas, para engendrar sua própria evolução. Servir ao outro não pode ser uma necessidade e nem, tampouco, uma obrigação. É, sim, a consequência natural do transbordar da plenitude. Sem plenitude, o que resta é uma necessidade moral de ser digno, correto, honesto, honrado. Valores afinados à querência do ego. Só quando a macieira está plena e vigorosa é que transborda abundante em frutos e flores, não para ou por causa dos outros, nem porque precisa ou é obrigada, mas porque é inerente à sua macieiridade propagar-se. E é nesse espaço de sua abundância que somos premiados com seu néctar.
Não se ocupe em passar a boa nova, seja a boa nova.
Nós, da Egrégora Estelar Humana, somos aqui, para reencontrar o brilho que dormita em nosso DNA. Não se equivoquem. Todos os seres que imaginamos pertencerem às dimensões elevadas são projeções de nossa imanência. Sejam eles espíritos, guardiões ou seres ascensionados, prenunciam o Cristo adormecido em nossos corações. Esse Cristo que aguarda nosso desvelar encontra a simbologia necessária no inconsciente coletivo e em nossos arquétipos para se comunicar e nos mostrar em que estágio nos encontramos de nossa evolução. É como se fôssemos a máquina de projeção do cinema. Na tela, aparece a projeção, mas o filme está dentro de nós. É o coração ligado na tomada da alma que nos dá a capacidade de nos enxergarmos além.
Não se preocupem: aqueles que estiverem prontos e sincronizados com aquilo que você descobriu se aproximarão na hora devida, e você receberá o chamado para se aproximar daqueles afins para que componham uma fonte de seres da luz.
É hora do silêncio. De mergulhar em si adentro com as ferramentas que descobriu. É hora de inventar-se estrela e não guia.
Tenha fé. Na hora devida, os corações ressoarão em uníssono, formando uma teia de luz que erguerá este planeta a outra dimensão. Não é para entender. É para ter fé na grandiosidade que cada um traz dentro de si. Sentar-se à beira mar de sua existência, auscultar-se atento e tranquilo, confiante de que, no horizonte, o Sol nascerá.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

QUEM SOMOS

Somos a Egrégora Estelar Humana. Um projeto para agregar o ser humano em torno da potência que é ser humano. Não há vínculos religiosos, políticos, ideológicos. Não estamos ligados a instituições assistenciais, grupos espirituais. Não temos gurus, guias espirituais ou mestres. Não estamos ligados a seres de outras dimensões, de outros planetas ou seres ascensionados; no entanto, as portas estão abertas para interagirmos igualitariamente, sem mistificações ou devoção. Nossa intenção é criar a oportunidade para o momento de convivência descomprometida de qualquer lei, regra ou princípio em que o único elo será o amor.
Nossa fé está em percebermos que o momento histórico em que vivemos abril um portal para regarmos a semente plantada no coração de cada ser em que está guardado o verdadeiro teor e significado do que é ser humano.
Cremos que as diferenças não significam hierarquias moldadas por valores, sejam de conhecimento ou de posse. Quando nos permitimos alcançar a fé de que somos todos um, as desigualdades desaparecem e surge o organismo denominado “humanidade”, que vive em interação plena com o reino mineral, vegetal e animal que, juntos, fazem parte do organismo a que chamamos Terra.
A Egrégora Estelar Humana nasce da realidade daqueles que não encontram ressonância na ideologia fundada sobre o capital e com o apartheid entre nós e entre nós e a natureza que nos criou. Já possuímos informação e formação suficientes para nos darmos conta de que somos um milagre inventado neste vasto Universo, por forças que mal conhecemos, mas que estão disponíveis, desde que não sejamos arrogantes e queiramos subjugar, controlar e ter a posse de qualquer privilégio.
Nós da Egrégora Estelar Humana temos a consciência de que nossos avanços daqui para frente ocorrerão, em larga escala, se interagirmos, associarmo-nos e agirmos em comunhão com tudo que há. Com a clareza de que nossa capacidade de consciência não nos dá direito a nada; de que não somos superiores, mas que possuímos a dádiva e a possibilidade de criarmos em parceria. , colocando-nos a serviço de algo que sabemos grandioso, sublime e infinito.
Somos uma força agregadora de encontros, interações e parcerias regidas pela sincronicidade, que investe todos os recursos adquiridos pela consciência, para contribuir com cada um no mergulho de si mesmo, no autoconhecimento, na cura e amadurecimento dos aspectos que destorcem, desarmonizam e nos separam de nossa luz e brilho.
Nenhum conhecimento possui maior valor ou importância. Todos são aspectos de pontos de vista distintos, originados na mesma fonte, que podem proporcionar a expansão a diferentes seres, dependendo do grau de sua consciência. Como o amor será o terreno em que construiremos, toda semente será bem vinda e cada tijolo terá o seu lugar.
Todos os eventos que aqui surgirem acontecerão porque assim o queremos, impulsionando-nos a criar a disponibilidade necessária para fazê-los acontecer. Toda organização emergirá do nossa intenção, sem imposições ou regras. O motor será o coração; o combustível, o amor.
A Egrégora Estelar Humana é a chama. É o chamado a todos os seres desta e de outras dimensões que sabem ter chegado a hora de nos unir numa rede de irmãos da luz. Está mais do que evidente que é chegado o momento de nos desapegarmos das crenças fundadas na ideologia materialista que nos desvirtua do nosso real potencial humano. Viemos da luz e temos a possibilidade de voltar a ela em consciência, como criaturas que criam a luz e propagam o amor ao serem elas mesmas em toda sua magnitude.